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quarta-feira, 9 de março de 2011

A PADROEIRA

Sobre o título e a invocação de Santa Luzia, não podemos afirmar veemente qual a motivação para tal devoção. O que podemos atestar é que Geraldo Ferreira Neves Sobrinho teria sido o doador da imagem histórica de nossa padroeira, que tanto emociona e é querida por todos os devotos e devotas que correm a nossa paróquia em dezembro de todos os anos, independentemente da festa ser realizada durante a semana ou em dias de descanso. Segundo D. Teresa Medeiros, esta imagem chegou em nossa terra vinda da Europa (Espanha ou Itália – Siracusa) no ano de 1761/62, não havendo documentação sobre tal atestação. 
A festa de Santa Luzia é realizada desde tempos remotos e na sua organização houveram modificações. O autor José Jacinto descreve assim as antigas festas da padroeira: “Ainda hoje [1994], a festa de Santa Luzia, a festa da Padroeira, como é chamada, atrai para a cidade, gente de todas as partes. É uma festa para rever parentes e amigos, para adorar a Santa Virgem dos Olhos e para se divertir matando saudades. Todas as noites, o novenário na Igreja Matriz, a Miss solene no fim da festa, etc. Antigamente, a coisa era diferente; Depois do novenário havia a retreta em torno do coreto no centro da Praça da Matriz e, paralelamente, os pavilhões com moças da melhor sociedade fazendo o papel de garçonetes (era um costume nas festas do interior). Vestidas a caráter, ora de vermelho e azul, ora de holandesas e italianas, ora de apanhadoras de café e de algodão, etc. O gracejo estava na rivalidade das facções para a disputa e arrecadação de dinheiro ‘para a Igreja’. Aqueles cordões ou aquelas facções apresentavam candidatas à Rainha da Festa com posterior coroação, baile, etc. Tudo era motivo para um brincadeira, para um entrelaçamento e para uma amizade cada vez mais sólida entre todos. Até jornalzinho da festa havia, com fofocas e brincadeiras. No dia da festa – 13 de dezembro – aí é que era divertido. Após a Missa Solene das 10 horas, com sermão e tudo, havia um leilão de oferendas doadas em benefício da Santa Padroeira e aí aparecia a figura ímpar da Manoel Pife, um engraçado leiloeiro que criava uma motivação especial para vender, em disputa pelo maior preço, aquelas oferendas. O leilão era uma atração especial pelos gracejos do leiloeiro e pelos brindes expostos à venda, os mais engraçados e sugestivos. Logo em seguida, a Procissão, quando todos queriam pegar no andor da Santa, a espera de um milagre ou ‘pagando’ uma promessa por graças alcançadas.” 
O que sabemos é que durante todos esses anos a nossa paróquia tem passado por bênçãos e intercessões muito prodigiosas que com certeza só podem vir pela nossa companheira do céu, a Virgem e Mártir Santa Luzia. 
Que a jovem de Siracusa continue a interceder e abençoar estas terras do Sabugí e o nosso país dando-nos sempre os olhos da fé. (Outras informações serão acrescidas posteriormente, inclusive com bibliografia). 
Rommeryto Augusto Oliveira de Morais

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